Aprendi uma "técnica" para acalmar o André quando ele está muito irritado, chorando porque não consegue dormir. Parece loucura, mas funcionou todas as vezes que precisei... Eu ligo o secador de cabelos no nível mais baixo de ruído e plim...pronto...ele se acalma e dorme logo após alguns minutos de embalo no colinho! Eu achei super estranho quando me ensinaram, mas em um dia de desespero tentei e funcionou! Hehehe...
Aqui será meu cantinho para descarregar a ansiedade de ser esposa, mãe de dois anjinhos, amiga, profissional, mulher...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Candidíase Oral- Sapinho
Puxa... o pequeno está com candidíase oral, popularmente conhecida como sapinho. A boquinha está com pequenas lesões brancas e a irritabilidade está a mil. A pediatra disse que não é nada grave e que é uma infeção fúngica muito comum, mas me sinto péssima. Sou uma mãe super cuidadosa, principalmente no quesito higiene. Sempre esterelizo as mamadeiras e lavo frequentemente as mãos, no entanto meu pequeno bebê está doente. Sim, a médica já me explicou que alguns bebês são mais suscetíveis. Também disse que este fungo está, normalmente, presente no sistema digestivo do bebê e que quando ocorre algum desequilíbrio ele acaba infectando a cavidade bucal ocasionando o sapinho, mas me sinto culpada!
Bem...agora a fórmula é:
Paciência + pomadinha 4 vezes ao dia + paciência! No mínimo por cinco dias!
Alguém tem mais alguma dica?
Bom Final de Semana!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
4 Mesversário
Agora já fico de bruços sozinho, no banho, bato as perninhas e adoro comer meus dedinhos! Cada dia que passa estou um pouquinho mais calmo e a mamãe espera logo logo conseguir dormir um pouquinho melhor!
Que felicidade! Tenho dois lindos filhos, um com 4 meses e o outro com (ABAFA JÁ) quase 4 anos!!!
Em fevereiro teremos festa para o Victor (Batman) e em março estou programando o batizado do André!
Que felicidade! Tenho dois lindos filhos, um com 4 meses e o outro com (ABAFA JÁ) quase 4 anos!!!
Em fevereiro teremos festa para o Victor (Batman) e em março estou programando o batizado do André!
| A festa será pequena, em casa, mas com lembrancinhas especiais e personalizadas! Tubetes com muitas balinhas de goma! |
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
HAKUNA MATATA
Puxa...as coisas não estão nada fáceis por aqui. Está bem difícil achar um tempinho para postar... o André ainda chora bastante, o Victor está a mil por hora e o maridão está trabalhando muito porque a safra da maçã já começou. Não sei se já contei que o Jean comercializa frutas...
Mas, como sei que a gente sempre aprende com as dificuldades:
HAKUNA MATATA - Rei Leão, lembram?
Beijos!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Curtinha!
Estava lendo um gibi da Turma da Mônica para o Victor e disse:
- Nossa, como a Magali é COMILONA!
Após alguns instantes de silêncio o Victor pergunta:
- Mamãe, Por que a Magali come lama?
Hehehehehe....
Feliz Ano Novo!!!
- Nossa, como a Magali é COMILONA!
Após alguns instantes de silêncio o Victor pergunta:
- Mamãe, Por que a Magali come lama?
Hehehehehe....
Feliz Ano Novo!!!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Não poderia deixar o ano terminar sem postar...
Relato de Parto - André 17/09/2011
Acho que chegou o momento de escrever o meu relato de parto pois, tenho receio que o tempo possa interferir em minhas memórias.
Meu primeiro filho nasceu de uma cesárea desnecessária. Eu queria muito um parto normal mas, não estava suficientemente empoderada e o sistema me engoliu. Quando engravidei novamente busquei de forma ativa e lutei muito para conseguir realizar o meu sonho. Tive que enfrentar vários desafios (internos, familiares, socias, financeiros) mas, posso dizer que superá-los um a um, com certeza, contribuiu para o meu êxito.
Minha ideia inicial era tentar um parto normal porém, quando mergulhei fundo no meu desejo ele se transformou. Percebi que o que eu verdadeiramente queria era um parto normal humanizado. Descobri isso através da internet. O mundo materno virtual ampliou minha visão. Foi através do site do GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) que tive a indicação de uma doula. O problema é que os profissionais humanizados mais próximos estavam em Curitiba (moro no interior de SC). Minha sorte é que meus pais residem lá e me apoiaram integralmente quando decidi que o bebê nasceria naquela cidade.
Marquei um encontro com a querida doula Patrícia Bortolotto. Nossa empatia foi instantânea, sincera e maravilhosa. Fiquei muito confiante e feliz. Foi ela quem me indicou o Doutor Carlos Minner Navarro. Marquei uma consulta quando estava com 17 semanas de gestação e após este primeiro encontro, já tinha certeza de que ele seria o médico ideal para me ajudar a realizar o meu sonho. Agora eu dependeria do destino. A gestação precisava transcorrer tranquila e eu precisava ir para Curitiba no momento certo.
Fiz o pré natal em minha cidade e pretendia ir para Curitiba com 37 semanas de gestação. Em momento algum contei para o médico local dos meus planos porque sempre que eu o questionava sobre o parto a resposta era a mesma: 99% de chances de uma nova cesárea, grande risco de ruptura uterina em caso de um parto normal.
O tempo passou e tudo estava bem, dentro da normalidade. Consegui me manter relativamente tranquila e saudável, ganhei apenas 9 quilos. O tão esperado dia estava próximo, eu já estava com 36 semanas de gestação .
Acho que o processo todo se intensificou no dia 06 de setembro. Na noite anterior tive algumas contrações e fiquei muito apreensiva. Liguei para o GO que estava me acompanhando e decidi marcar uma consulta. Ele fez um exame de toque e disse que o colo do útero estava de médio para curto e impérvio. Disse que o bebê estava bem e que possivelmente nasceria em 10 dias mas, minha intuição dizia para eu terminar de preparar tudo... arrumar o ninho.
Então decidi ligar para a doula e ela, após conversar com o Dr. Carlos, me aconselhou a ir para Curitiba. Arrumei as malas, uma verdadeira mudança, e chegamos em Curitiba no feriado de 07 de setembro. No dia 08 tive um pequeno sangramento. Então fui à maternidade para fazer uma consulta e foi constatado que o episódio não estava relacionado ao início do trabalho de parto (talvez apenas um rompimento de uma pequena veia). A família toda ficou muito ansiosa.
Na sexta feira dia 09 de setembro eu e o meu marido participamos de um encontro de casais que também esperavam seus bebês para setembro. Foi maravilhoso compartilhar nossas expectativas com pessoas que estavam passando pelo mesmo momento que nós. A doula Patrícia fez várias dinâmicas e vivências, conversamos muito e sanamos algumas dúvidas. Ela me orientou a fazer um exame chamado GBS para detectar uma bactéria que no momento do parto, caso esteja presente no organismo da mãe, pode ser transmitida para o bebê. A priori, se a mãe não tiver feito o exame anteriormente é necessário administrar antibióticos. Tudo o que eu não queria. Então, como na segunda tinha consulta marcada com o Dr. Carlos requisitei o exame. A consulta foi perfeita, o Dr. Carlos é muito experiente e me deixou muito confiante com a possibilidade de conseguir meu parto normal após a cesárea anterior. Depois da consulta fui fazer compras no supermercado e brincar com o meu filho Victor em um parquinho. No domingo dia 11 de setembro meu marido tinha retornado para nossa cidade para trabalhar. Combinamos que eu ligaria assim que os primeiros sinais surgissem, mas fiquei MUITO ansiosa e preocupada com a possibilidade de ele não estar ao meu lado no dia P.
Na madrugada do dia 14 de setembro tive muitas contrações e percebi que junto escorria um líquido com um pouquinho de sangue. Achei que a bolsa tinha rompido. Liguei para a doula e ela pediu pra eu ficar calma e tentar descansar até as 07:00hrs da manhã. Estava muito nervosa porque ainda não tinha saído o resultado do exame GBS e quando liguei para o Jean ele PASMEM estava internado com uma crise de pedras no rim. Fiquei desesperada. Tomei um longo banho, chorei, me acalmei, cantei no chuveiro e às 09:00hrs meus pais me levaram para a maternidade. O médico de plantão fez uma primeira avaliação e ligou para o Dr.Carlos. A bolsa não tinha rompido, era apenas o tampão mucoso. Como as contrações estavam irregulares e eu tinha apenas 1 cm de dilatação voltamos para casa, eu fiquei aliviada. O Jean melhorou um pouquinho, tomou uma medicação fortíssima e conseguiu chegar em Curitiba no dia 15 setembro. Passei a madrugada inteira do dia 15 com contrações fortes, mas ainda irregulares. A doula me explicou que eram contações preparatórias porque de dia elas diminuíam. Saiu o resultado do exame GBS que, para meu alívio, foi negativo. Guardei o papel na bolsa, caso alguém duvidasse.
No dia 16 de setembro teríamos um novo encontro com a doula, mas estava muito indisposta e liguei avisando que não iria. De noite as contrações se intensificaram. Estavam mais doloridas e ritmadas. Avisei a doula quando elas estavam em intervalos de 5 minutos. Ela pediu para eu ligar novamente quando estivessem em intervalos de 3 minutos. Estava com 38 semanas de gestação.
Aproximadamente às 22:00 horas todos na casa já estavam dormindo. Eu perambulava e gemia a cada contração. Já não conseguia medir os intervalos e chamei meu marido. Ligamos para a doula e decidimos nos encaminhar para a maternidade. Fui até o quarto em que meu filho Victor dormia e dei um beijinho de despedida em seu rosto. Minha mãe ficou encarregada de cuidar do meu anjinho mais velho. Quando chegamos à maternidade fui atendida por um médico plantonista que constatou 3cm de dilatação e início de trabalho de parto. Assinamos a papelada da internação e fomos encaminhados para a suíte. Logo a sorridente Patrícia chegou. Eu estava feliz e muito confiante. Sabia e estava consciente que meu trabalho de parto seria demorado, pois não seria possível utilizar indutores hormonais devido a cesárea prévia.
A Patrícia me ensinou a sentir a dor de forma positiva e relaxar durante as contrações. Soltar a tensão, os ombros, deixar ela vir. Sugeriu para eu colocar uma roupa mais confortável. Coloquei um pijama e tentávamos achar a posição menos dolorida para os momentos de maior dor. Por incrível que pareça a melhor posição era em pé apoiada na beira da cama. Aproximadamente as 02:00 horas da manhã e após muita massagem com óleo de arnica ela sugeriu o chuveiro. Santo chuveiro, que delícia. Fiquei mais de uma hora no banho quente e reconfortante. Tentava cantar uma música de boas vindas ao bebê mas, na verdade, só saíam murmúrios e gemidos. Quando saí estava exausta e pedi para tomar um suco de frutas para repor as energias. Então as dores se intensificaram. A manhã chegou e o Dr. Carlos fez sua primeira avaliação às 08:00 horas. Tudo estava ótimo comigo e com o bebê, 6cm de dilatação. Decidi voltar para o chuveiro. As contrações estavam fortes e eu já estava meio chorosa. Próximo de 10:00 horas estava com 8cm de dilatação. As contrações estavam cada vez menos espassadas e comecei a ficar com medo de não aguentar. A Patrícia constantemente me motivava e dizia palavras doces e de coragem. Meu marido estava ansioso e preocupado. O quarto já estava preparado para a chegada do bebê. Bercinho, material cirúrgico para eventuais necessidades e uma atmosfera acolhedora e de muito amor. Próximo de meio dia o Dr. Carlos constatou que eu ainda estava com 8cm de dilatação, o progresso estava muito lento e ele sugeriu a analgesia. A doula conversou comigo e com o Jean e eles nos deixaram a sós para decidir. Eu sabia que estava, por algum motivo, segurando as contrações. Não conseguia deixar meu corpo trabalhar naturalmente. Então optei pela analgesia, meu marido disse que se eu não aceitasse ele iria pedir uma dose para ele hehehehe....
A Patrícia avisou nossa decisão ao médico e ao centro cirúrgico. Em poucos minutos estávamos todos paramentados e prontos para o procedimento. Após a picada ainda senti uma contração forte, mas depois eu estava literalmente no céu. As dores aliviaram muito, consegui relaxar e dilatei o restante em poucos minutos. Dilatação total, hora de fazer força. Estava deitada na maca com as pernas em posição ginecológica e a cada contração empurrava. Segurava a respiração e tentava empurrar com muita força, nos intervalos quase cochilava tamanho era o meu cansaço.
O Dr. Carlos percebeu minha exaustão e todos diziam que logo logo o bebê estaria em meus braços. Decidimos tentar o banquinho na posição de cócoras. Sentei com ajuda porque minhas pernas ainda estavam amortecidas, meu marido sentou no chão atrás de mim, entrelacei os meus braços nos dele e comecei a empurrar. Em pouco tempo escutei o Dr. Carlos falar: pode parar de fazer força querida, a cabecinha já saiu. Na outra contração o André nasceu (14:05 horas). Roxinho, chorando direto para os meus braços. Ele era perfeito e eu mal conseguia acreditar que tinha conseguido. Chorei, beijei, falei algumas palavras desconexas. Todos respeitaram aquele momento do primeiro encontro, o primeiro olhar entre mamãe e bebê. Lembro do Dr. Carlos ajeitando o André em meu colo e perguntando se o papai queria, quando parasse de pulsar, cortar o cordão umbilical. O Jean estava muito emocionado e achou melhor o médico fazer o serviço. Só então o pediatra pegou o bebê e fez uma rápida avaliação. Levaram o André para uma sala especial para fazer os procedimentos obrigatórios da maternidade. O Jean acompanhou o bebê. A doula ficou ao meu lado durante a retirada da placenta e todo o tempo necessário na sala de recuperação.
Logo fui liberada e quando cheguei no quarto o André já estava dormindo no seu bercinho ao lado de minha cama. Meu marido me recebeu com um doce beijo e uma caixinha com um lindo par de brincos. Estava exausta e em paz. Pedi para ele avisar os familiares e para que minha mãe viesse à maternidade para dormir comigo naquela noite. Assim que o André acordou foi direto para o peito. Feliz e realizada já queria ir para casa. Não precisei de episio e não tive laceração. Tudo perfeito! Um parto que respeitou meus desejos e meus limites. Agora estava com a alma limpa, consciente e a espera dos novos desafios da vida!
Agradecimentos:
À Deus que me fez mulher, perfeita, capaz de gerar e parir;
Ao meu esposo Jean-Claude, pela presença, pelo apoio, pela compreensão, pelo amor, por participar ativamente desta longa caminhada;
Ao Dr. Carlos Minner Navarro, pela paciência, pela confiança, pelo irretocável profissionalismo;
À doula Patrícia Bortolotto, um anjo que esteve sempre presente ao meu lado;
À minha família, pela ajuda sempre carinhosa.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
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